ALÉRGICOS A PÓLENS

Descrição

  • Rosaly Vieira dos Santos

  • 12 dezembro, 2019

Os pólens já estão no ar (especialmente de agosto a fevereiro). Muitos nem sabem que são alérgicos ou muitas vezes a chamam de “simples alergia”. Mal sabem que a rinite alérgica, por exemplo, pode reduzir a produtividade no trabalho ou na escola em 30%. Além de afetar a saúde e limitar gravemente a qualidade de vida, a alergia tem um impacto negativo para a sociedade pois, por falta de conhecimento e de tratamento adequado, gera custos diretos e indiretos significativos. Para se ter uma ideia, a Organização Mundial da Saúde estima que ocorram 250 mil mortes por asma em todo o mundo, sendo a maioria evitável. Por isso é importante que a população saiba reconhecer os sintomas de alergia e procure um médico para o diagnóstico e tratamento adequados.

A polinose (rinite alérgica a pólens) é uma doença alérgica estacional devido à sensibilização por pólens, denominada genericamente febre de feno.

Os pólens encontram-se no ar durante a época de polinização de determinadas plantas, produzindo rino-conjuntivite e/ou asma. Apesar do nome, não existe febre e o feno não é o responsável pelos sintomas. Existe sim, uma sensação de febre, simulando um desagradável estado gripal (muito confundida com resfriado ou gripe).

Os sintomas principais da rinite alérgica são: espirros repetidos, coriza líquida em geral abundante, coceira nasal insistente (ou coçam também os olhos, as orelhas, céu da boca e garganta), olhos irritados, lacrimejando e coçando, sensação de escorrimento da secreção pela parte de trás do nariz, que pode provocar pigarro ou tosse insistente, alteração de olfato e do paladar, tosse crônica noturna, sinusite, amigdalites, faringites e otites repetidas.

SE VOCÊ SOFRE DE ALERGIA NA PRIMAVERA PRODUZIDA POR PÓLENS, veja as recomendações da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia para diminuir a exposição, embora nada fácil, já que os pólens se encontram dentro e fora de casa!

● Manter janelas fechadas a noite. Utilizar ar condicionado com filtro, quando for possível.

● Manter as janelas fechadas do automóvel

● Permanecer o maior tempo possível dentro de casa, durante os dias de maior concentração polínica, ou seja, naqueles ensolarados, quentes, secos e ventosos.

● Lembre-se que a fumaça de cigarro pode agravar os sintomas de alergia.

● Ao sair usar óculos de sol, para diminuir a impactação de pólens nos olhos.

● Evitar andar de moto ou bicicleta sem proteção para os olhos.

● Evitar passear em clubes de campo, cortar grama ou serviços de jardinagem.

● Tomar banho à noite, lavar os cabelos, para evitar a deposição de pólens no travesseiro e cama. Evitar colocar roupas para secar no exterior. Roupas úmidas coletam pólens que podem agravar a alergia.

● Caso possível, programar suas férias na praia ou em outras regiões onde não houver tanta exposição a pólens.

● Tomar medicação prescrita pelo seu médico. Alguns antialérgicos (ou anti-histamínicos) mais antigos causam sonolência. Cuidado, portanto, ao dirigir automóvel ou operar máquinas.

Ainda, é bom saber que há tratamento específico, dependendo de cada caso. É a imunoterapia específica a pólens (hipossensibilização ou dessensibilização), uma proteção eficaz a longo prazo contra reações alérgicas. Procure um especialista!